Desafio aos Católicos

Foto: Francielle Caetano

  A cada dois anos, é preciso voltar ao assunto. Como devem os católicos escolher os candidatos em quem votar, nas próximas eleições? Sobre o tema, a CNBB emitiu uma nota, dirigida a toda a população brasileira – e não apenas aos católicos -, que levou o título “Pensando o Brasil – desafios diante das eleições 2014”. Primeiro, a nota da CNBB lembra que todos devem se envolver com a política, por ser uma das mais altas formas de caridade, pois busca o Bem Comum. Depois, alerta que “é importante a decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos”, ainda que não seja esse o único critério.

E esse é o foco deste editorial. Em todas as pesquisas de opinião realizadas nos últimos trinta anos, os políticos têm obtido sempre as piores avaliações quanto à confiabilidade. Por quê? Porque, de fato, a qualidade de um grande número de políticos deixa muito a desejar. O ex-presidente Lula disse, certa vez, que “há no Congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo País, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Depois, elegeu-se Deputado Federal e se tornou mais um deles. Pior: quando foi Presidente, tirou proveito daquela realidade e formou uma base de governo corrupta, do pior nível imaginável. Qual a causa real da baixa qualidade dos políticos atuais? O Congresso é ruim, sabemos todos. Mas quem elegeu seus integrantes? Quem votou nessa gente usou quais critérios para votar? Certamente eles não receberam votos por representarem os valores cristãos. Se representassem, o nível seria outro, muito mais elevado, superior ao atual, em todos os aspectos. Se os políticos eleitos não merecem confiança, é porque receberam votos mal dados. O povo reclama do mau desempenho dos políticos. Mas, na hora de votar, esquece tudo isso e não busca saber quem é, de verdade, o candidato que está elegendo. Imaginem só: pode um cristão católico votar em candidatos que apoiam o aborto ou o esfacelamento da família? Pode votar num candidato que se diz cristão mas leva uma vida familiar desregrada ou marcada pela dependência de drogas? Ou que está sendo processado por um ou mais diferentes tipos de crimes e se vale da lerdeza da justiça para se manter incólume? Ou que mente descaradamente sobre sua atuação e engana a população humilde ou ingênua? Pode um cristão votar em um candidato pertencente a um partido cuja ideologia é abertamente contrária aos princípios cristãos? A população majoritariamente católica do Brasil, entretanto, elege muita gente que se enquadra em um ou mais desses quesitos. É uma incoerência que não dá para entender. O desafio, para as próximas eleições, é a coerência. Para melhorar o panorama político é preciso escolher melhor os candidatos, a todos os níveis. Votar em quem merece. Votar em quem tenha verdadeiramente a possibilidade de representar os princípios cristãos. Votar em quem quer realizar o Bem Comum, que é o ideal político dos cristãos.

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