Lideranças em ação

Miguel Flores da Cunha
Miguel Flores da Cunha

Como anunciamos em nossa edição anterior, este novo espaço visa a apresentar aos leitores algumas de nossas lideranças comunitárias, pessoas ativas e realizadoras que colaboram para que este Vereador possa bem representar a população

O destaque desta edição é Miguel Flores da Cunha, morador do Bairro Bela Vista.

Miguel Flores da Cunha é engenheiro agrônomo, formado pela UFRGS em 76. É natural de Livramento e veio pra Porto Alegre aos 14 anos. Passou mais de 20 anos fora do Brasil, onde se deixou fascinar pelos tipos de florestas que encontrava nos lugares, de clima temperado para frio, na Europa, nos Estados Unidos e mesmo na região Patagônia, com árvores de um colorido outonal belíssimo.

Um de seus mais importantes trabalhos realizados na comunidade, a partir dessa fascinação, é um bosque do tipo floresta latifólia, de clima temperado, caracterizado pelo intenso colorido outonal, que implantou na Praça Gustavo Langsch.

Quando se mudou para as proximidades, no fim dos anos 80. encontrou o local abandonado e resolveu mudar aquela situação. Contratou um caminhão para levar lixo e começou a fazer o plantio das primeiras árvores. Selecionou 25 ou 26 espécies, entre aquelas que seriam mais impactantes, do ponto de vista de colorido outonal, tendo, de início , que importar sementes, contatar produtores aqui, no Paraná e santa Catarina.

Miguel fez, então, os esboços iniciais e partiu para a implantação do bosque. Hoje, acredita que já colocou na praça mais ou menos 600 árvores, sem contar os arbustos.

Segundo alguns ornitologistas, o número de aves é hoje dez vezes maior do que era no início, muitas de novas espécies e um número maior das mesmas espécies.

Atualmente, ela se tornou a praça mais fotografada de Porto Alegre, sendo comum, no outono, encontrar na praça equipes de filmagem, principalmente para comerciais e para filmagens de casamentos.

Miguel Flores da Cunha, assim, fez da Praça Gustavo Langsch uma praça com características singulares. Tanto assim, que a Câmara Municipal aprovou uma lei que a torna Espaço Botânico Educativo.

E também, por seu trabalho, recebeu recentemente a Medalha Cidade de Porto Alegre, da Prefeitura Municipal.

É ele quem diz: “Mas ainda temos problemas a resolver na praça. Por exemplo: os latões de lixo, sou eu que mando fazer. Eu vou tocando sozinho o projeto, devagar, pelas limitações naturais. Mas é tudo meu trabalho, minha técnica, meu tempo e meu dinheiro. É paixão pura. Se perguntar porque eu faço isso, é porque eu tenho paixão por paisagismo. Então eu queria deixar de presente uma praça. A praça é uma mostra da beleza dos bosques frios e… amor. Isto aqui é um trabalho de amor. E agora é só conservar e desfrutar a beleza natural.”

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