Município economiza R$ 27 milhões com o auxílio do OSPOA

O Observatório Social de Porto Alegre (OSPOA) ajudou a Prefeitura a economizar, de maio a agosto de 2018, R$ 27.647.618,10 milhões através do acompanhamento das licitações municipais. Os dados foram apresentados na Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (CEFOR), durante a apresentação do relatório do 2º quadrimestre de 2018.

Nesse período, vinte e um voluntários despenderam 292 horas no monitoramento das contas municipais e na execução de projetos de Educação Fiscal e de combate à corrupção. Com o auxílio do OSPOA já foram economizados, em 2018, cerca de R$ 50 milhões, em 2017 o valor foi de R$ 60 milhões e, em 2016, de R$ 329 milhões.

Como membro da Cefor, acompanho há algum tempo o trabalho desenvolvido pelo Observatório e só tenho a agradecer pela dedicação e pelo zelo dos seus voluntários em cuidar do que é nosso, do que é público.

Observatório Social de Porto Alegre

Formado por voluntários, o OSPOA atua de forma preventiva, antes que os recursos sejam gastos, acompanhando as licitações realizadas pela Prefeitura. Quando há alguma ilegalidade, eles entram em contato com a Administração Municipal e sugerem mudanças. O Observatório está presente em 16 estados e em mais de 136 municípios, sendo 15 no Rio Grande do Sul.

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Quanto vale a tua vida?

Temos uma grande dificuldade em falar sobre a morte. Ou o nosso problema seria refletir sobre a vida? Quando uma pessoa morre falamos que “perdemos” alguém. Mas usamos o termo perda porque não poderemos mais conviver com aquela pessoa ou porque não teremos mais a oportunidade de compartilhar os momentos que sempre deixávamos para “amanhã”?

Quantos sorrisos, abraços, conversas, jantares, encontros são deixados de lado pelos compromissos que atropelam nosso dia e nos fazem pensar que 24 horas é pouco tempo. Pouco tempo para fazer tudo o que “temos” que fazer. E nesse ritmo, a vida vira rotina, os detalhes passam despercebidos e esquecemos de Amar. Nossa cabeça está sempre em outro lugar ou em outro tempo. Todos presos em seus mundos, perdidos dentro dos próprios problemas.  E a vida passa. Quando vê, acaba. E a gente deixou de agradecer, sonhar, lutar, viver.

Isso é perder uma vida. Morrer não é.

A morte de uma pessoa querida é sempre muito difícil. Pense nas pessoas próximas a ti que já faleceram. A saudade sempre vai doer, a falta faz parte, mas as boas lembranças irão prevalecer. Agora, reflita. Esses bons momentos poderiam nem existir se a gravidez desta pessoa tivesse sido interrompida. Eu poderia nem estar aqui assim como você, talvez, também não estivesse.

As discussões sobre a legalização do aborto mostram que está se tentando definir o destino de outra pessoa, pois o feto já é uma vida. Muitas mulheres morrem abortando, muitas famílias têm inúmeros filhos mesmo sem ter condições de cuidá-los. Isso é, principalmente, problema de Educação e Saúde pública. Porém, a solução não está em matar a consequência, mas em tratar a causa. Aumentar a divulgação de informações, trabalhar nas comunidades mais carentes e ter um plano para evitar a gravidez inesperada. E assim, não se salva uma vida, mas duas.

E podemos salvar muitas mais. Não só da morte do corpo, mas também da alma. Começando por dar um sentido a sua vida, prezar pela qualidade de vida, aproveitar os momentos que estamos com as pessoas que amamos e sorrindo.

É fácil? Não. Mas é possível. Depende de cada um de nós. Pois, um dia sem sorrir é um dia perdido. Um dia que não foi vivido.