Alargamento da Avenida A.J. Renner: próximo de virar realidade

O projeto de alargamento da Avenida A.J. Renner entre as avenidas Dona Teodora e Padre Leopoldo Brentano está em fase final de análise no Escritório de Projetos e Obras (EPO) da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (SMIM).

A modificação nas proximidades da Arena do Grêmio é uma contrapartida da OAS, que foi assumida pela Karagounis Participações. Se o projeto for aprovado, será assinado um acordo entre a empresa e a Prefeitura Municipal e as obras serão iniciadas.

O Vereador João Carlos Nedel está acompanhando as negociações e disse que acredita que a duplicação da pista é de fundamental importância para a mobilidade urbana da Cidade. “Além de melhorar o trânsito nos bairros Farrapos e Humaitá, a modificação desafogará a saída e a chegada em Porto Alegre, pela RS 448 e pela BR 116, e o acesso à Canoas e a grande parte da Região Metropolitana”, explicou.

A Karagounis também pretende instalar uma rede de água e uma estação de bombeamento de esgoto da A.J. Renner até a Vila Farrapos, reformular a rótula da Avenida, ampliar a interseção da Farrapos com a A.J. Renner, entre outras melhorias no local.

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Alternativa para tirar moradores das ruas

A Prefeitura de Porto Alegre lançou o Plano Municipal de Superação da Situação de Rua, criado pela Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), no dia 03 de maio. O Vereador João Carlos Nedel representou a Câmara de Vereadores no ato e manifestou a necessidade de devolver-se a dignidade às pessoas e a importância de políticas que levem em consideração a situação de cada uma delas.

“Muitos falam que as pessoas têm o direito de estar nas ruas. Eu discordo. Acho que cada ser humano tem dois direitos essenciais: à vida e à dignidade. Por isso, questiono: quem mora nas ruas está vivendo com dignidade?” Nedel ainda expôs que há muito trabalho a ser feito e elogiou o plano apresentado pela Prefeitura. “É preciso conhecer a história de cada um desses moradores e oferecer oportunidades para que eles saiam da rua e reiniciem suas vidas de forma digna”.

Em Porto Alegre, há cerca de quatro mil pessoas em situação de rua. Das quais, 50% motivadas pelo uso de drogas, 45% por problemas familiares e, apenas, 5% por desejo. Para reverter esta situação, o Plano conta com seis estratégias de execução: qualificar a abordagem feita aos moradores; implantar o Programa Moradia Primeiro; ampliar a rede de Saúde Mental; aumentar a oferta de oportunidades de capacitação, trabalho e de retornar às cidades de origem; revitalizar o espaço urbano e monitorar a assistência recebida pelos  moradores.

O projeto têm medidas de curto, médio e longo prazo e pretende unificar o trabalho dos Poderes Públicos e da iniciativa privada. A primeira ação será realizada ainda neste mês e prevê que 70 pessoas em situação de rua sejam realocadas para imóveis em Porto Alegre, através do Moradia Primeiro. A estimativa da Prefeitura é de que, em 2019, cerca de 1500 pessoas sejam atendidas pelo Projeto.

O nome da Avenida é, legalmente, Presidente Castelo Branco

Por quatro votos a um, a 3ª Turma do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu pela manutenção do nome da Avenida Presidente Castelo Branco. Os desembargadores consideraram ilegal o projeto de lei que alterava o nome da via para Avenida da Legalidade e da Democracia, aprovado pela Câmara Municipal em 2014.

O mandado de segurança, que solicitava a revogação da Lei, foi realizado contra o Legislativo pelos parlamentares João Carlos Nedel, Mônica Leal e Reginaldo Pujol e pelos ex-vereadores Guilherme Socias Villela e Mauro Manfro. O mandado já havia sido aprovado em setembro de 2017, por dois votos a um, mas a Câmara entrou com recurso, pedindo uma nova votação. No dia 26 de abril, novamente, o Tribunal considerou que o projeto não está de acordo com a legislação municipal.

A Câmara ainda poderá entrar com embargos contra a medida. No entanto, o Presidente Valter Nagelstein afirmou que irá respeitar a decisão do Tribunal.

Cefor debate viabilidade do Aeromóvel em Porto Alegre

Foto: Leonardo Contursi/CMPA

“O aeromóvel como solução para o transporte de Porto Alegre” foi o tema da reunião da Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (CEFOR) da Câmara Municipal, no dia 24 de março. O encontro foi Presidido pelo Vereador João Carlos Nedel e contou com a presença do CEO da Aeromóvel Brasil S.A, Marcus Coester, dos vereadores Felipe Camozatto e Lourdes Splenger, além dos funcionários do Legislativo e do público em geral.

Como Presidente da Frente Parlamentar do Trânsito (FRENTRÂNSITO), Nedel há algum tempo vem estudando as condições para a implantação de mais linhas de transporte em Porto Alegre. “O aeromóvel é uma solução para melhorar a mobilidade urbana e desafogar o trânsito, principalmente nas vias que ligam o centro da Cidade. A tendência é que cada vez haja menos ônibus nesta região”, ressaltou o Vereador.

Foto: Leonardo Contursi/CMPA

Aeromóvel Brasil S.A. foi a responsável pela construção dos dois modelos existentes em Porto Alegre: o localizado em frente à Câmara e o utilizado no aeroporto. O CEO Marcus Coester explicou que o primeiro, de 1989, serviu para testar a tecnologia e foi financiado pela iniciativa privada. A expectativa da empresa é poder ampliar os trilhos e transformá-lo em uma alternativa para o transporte público.

Já o veículo que liga o TRENSURB ao Salgado Filho transporta de 4 mil a 5 mil passageiros por dia e é um exemplo da efetividade e da economia que o aeromóvel proporciona, já que seu custo é cinco vezes menor que o do sistema de ônibus. “O aeromóvel é resultado de um processo de investigação muito profundo, que comprova que a tecnologia que utilizamos é sustentável e econômica”, salientou.

Coester ainda expôs os locais onde o aeromóvel poderia ser construído em Porto Alegre: na Terceira Perimetral, nas avenidas Assis Brasil e Ipiranga e uma linha circular no Centro. Segundo o CEO, para se tornar viável a implantação, são necessários projetos que comprovem a demanda e o fluxo de passageiros nas linhas. Alguns estudos já foram feitos, mas ainda não há nenhum plano para a criação de mais uma linha no Município.

Peregrinos caminham e conhecem Porto Alegre

Vera Rapach e Vanessa Thopp vieram de Tramandaí para o evento.

Esforço físico, desprendimento material e sensação de satisfação são sentimentos que marcam o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. No II Caminho de Porto Alegre, não poderia ser diferente. Após os 21 km do percurso, da superação que moveu os peregrinos a completar a caminhada, o que se viu no Santuário de Santa Rita de Cássia era um misto de euforia e alegria.

Os mais de 500 peregrinos, que vieram de 35 cidades do Rio Grande do Sul, de Portugal e do México, conheceram diversos pontos turísticos de Porto Alegre e se encantaram com a riqueza histórica, natural e religiosa que encontraram na Cidade. Vanessa Thopp, moradora de Tramandaí, afirmou que “não sabia que tinha tanto verde em Porto Alegre”, em alusão ao bairro Vila Conceição, conhecido pelas ruas arborizadas. Para ela, superação é o sentimento que define a sensação de ter completado o II Caminho de Porto Alegre.

Tiele Santos, Arthur Tagashira e Viviane Tagashira.

Para Viviane Tagashira, que veio de Imbé com mais quatro pessoas, incluindo o filho Arthur de 10 anos, participar do Caminho é uma escolha. “Em um domingo de manhã, nós poderíamos estar fazendo qualquer outra coisa, mas optamos por algo diferente e que tenha sentido”, explicou, mencionando que “a Zona sul é lindíssima”.

Entre os peregrinos que vieram de outras localidades, a maioria só conhecia o centro de Porto Alegre. Mateus Andrade, que caminhou com o pai e o avó, relatou que neste tipo de evento a “energia é renovada” e que a caminhada possibilita que se veja melhor a paisagem, podendo conhecer, assim, locais turísticos e culturais. Já Ricardo Dullius, que veio de Lageado com os dois filhos, disse que não conhecia muito bem Porto Alegre e que ficou encantado com a Cidade.

Marcos Melo e a Anabela Natividade souberam do evento na Paróquia Santo Antônio.

A portuguesa Anabela Natividade já completou quatro rotas do caminho espanhol e está se preparando para realizar mais uma em 2018. Moradora da cidade do Porto, Anabela é voluntária, desde 2010, no Caminho Português e dedica 15 dias por ano para auxiliar os peregrinos na caminhada em direção à Compostela. Ela relata que fazer o Caminho gera uma metamorfose nas pessoas. “É muito lindo ver o ser humano aberto a tudo. Todos são amigos e há muita fraternidade entre os peregrinos”. Anabela elogiou a iniciativa da realização do Caminho de Porto Alegre porque é uma maneira de encurtar a distância com Santiago. “Muda o local, o trajeto, mas o sentido é o mesmo. O Caminho é o mesmo e tudo que se aprende nele, leva-se junto consigo”.

II Caminho de Porto Alegre: intercâmbio turístico, cultural e religioso

Igreja das Dores, segundo ponto oficial do Caminho

O II Caminho de Porto Alegre promoveu um autêntico intercâmbio turístico, cultural e religioso ao reunir peregrinos de 35 municípios para caminhar pelas ruas da Capital gaúcha no dia 22 de abril. Mais de 500 pessoas atravessaram a Cidade, do Centro à Zona sul, contemplando pontos turísticos, históricos e religiosos. O evento, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, também contou com a presença de peregrinos de Portugal e do México.

A caminhada saiu da Catedral Metropolitana em direção ao Santuário de Santa Rita de Cássia, no bairro Guarujá, passando pela Casa de Cultura Mário Quintana, Igreja das Dores, Orla do Gasômetro, Museu Iberê Camargo, Santuário de Schoenstatt e Praia de Ipanema.  As igrejas perpassadas pelos 21 km do percurso são chanceladas pela Catedral de Santiago a carimbar as credenciais dos peregrinos. Desta forma, muitos caminhantes, além de utilizarem a credencial do II Caminho de Porto Alegre, aproveitaram para aumentar o número de carimbos na de Compostela.

Alessandra Vitorino Razerra e Alessandro Narcizo Scherer

Alessandro Narcizo Scherer e Alessandra Vitorino Razerra, que realizaram um trecho do Caminho de Santiago em maio de 2017, reviveram a experiência na caminhada de Porto Alegre. Alessandra relembrou que o sentimento que prevalece é o de simplicidade. “A gente precisa de pouco para viver e ser feliz”, expôs. A Presidente da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Compostela do Rio Grande do Sul (ACASARGS), Adriana Reis, reiterou que a experiência do Caminho de Porto Porto Alegre é semelhante à vivenciada na Espanha.

Vários grupos de caminhada vieram para o evento, como as Gurias Trilheiras de Taquara, Desbravando Novo Hamburgo, Ta e Daí de Três Coroas, Os Extraviados que reúnem caminhantes de diversos locais, entre outros. O Presidente da Frente Parlamentar do Turismo da Câmara Municipal de Porto Alegre (FRENTUR), Vereador João Carlos Nedel, salienta que a diversidade de cidades presentes no Caminho demonstra o potencial turístico de Porto Alegre.

Carolina Weber, Gustavo Paim e João Carlos Nedel

“Nossa Cidade têm lugares lindos e pouco aproveitados. As pessoas querem conhecer a Capital e nós precisamos oferecer passeios e programas para que elas venham. Tivemos peregrinos de 35 municípios diferentes e que gostaram da Porto Alegre que viram. Foi lindo ver todas aquelas pessoas caminhando e dando mais vida à Cidade”, destacou. Nedel caminhou alguns quilômetros acompanhado pelo vice-Prefeito, Gustavo Paim. Sebastião Melo e o ex-secretário de Planejamento e Gestão, José Alfredo Parode, completaram todo o trajeto.

O II Caminho de Porto Alegre é organizado pela Acasargs com o apoio da Frentur e da Diretoria de Turismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). Shopping Total, Hart’s Natural, Click Impresso, Center Shop e Vida Leve patrocinaram o evento. A ONG Anjos do Asfalto fez o acompanhamento médico do trajeto, atendendo os peregrinos.

Câmara discute turismo náutico e transporte hidroviário

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizou sua Sessão Plenária a bordo dos barcos Catamarã e Cisne Branco, nesta quinta-feira, 12 de abril. Para discutir sobre o transporte hidroviário e o turismo náutico, autoridades da área apresentaram aos vereadores suas demandas e reclamaram das dificuldades para navegar pelo Lago Guaíba.

O Vereador João Carlos Nedel, Presidente da Frente Parlamentar do Turismo (FRENTUR), acompanha os assuntos da Associação do Turismo Náutico do Rio Grande do Sul (ATUN/RS) há muito tempo e explicou que os maiores entraves para o uso do Guaíba são o desassoreamento e a falta de balneabilidade. “Existem inúmeras possibilidades para aproveitarmos melhor o Guaíba. Mas, primeiro, precisamos melhorar suas condições de navegação e de banho através da parceria entre a iniciativa privada e o Poder Público”.

Nedel expôs os projetos que a Frentur está articulando na área náutica: colocação de trapiche nas ilhas da Casa da Pólvora e do Presídio; contato com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMA) para autorizar o desassoreamento e a mineração da areia do Guaíba; incentivo aos esportes e ao turismo náutico e apoio aos projetos de revitalização da Orla Moacyr Scliar e do Cais Mauá.

“Estamos trabalhando para valorizar o Guaíba. Ele é muito importante para o fomento do Turismo, o desenvolvimento econômico de Porto Alegre, além de ser uma ótima opção para o transporte”, justificou.